Rúben Amorim apostas em craque pouco conhecido e espera grandes resultados

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“Não me importava de acabar a carreira no Sporting”

Nuno Santos recordou nesta segunda-feira a sua chegada ao Sporting. Com os leões e o FC Porto em luta pela sua contratação, em 2020,

O ala de 27 anos contou como se sentiu atraído pelo convite do emblema de Alvalade.

“Sabia que os dois clubes estavam interessados. Não foi complicado. É sempre bom termos dois clubes grandes interessados, mas, na altura em que surgiu o Sporting, disse logo que queria. O Sporting era para onde queria ir. Estou muito feliz aqui e não me arrependo nada até ao dia de hoje. Sinto-me completo e é aqui que quero estar”, começou por dizer, em entrevista ao jornal A Bola.

Na altura, para deixar o Rio Ave rumo a Alvalade, precisou da permissão de Luís Filipe Vieira por conta da cláusula anti-rivais. Hoje fala em outros agradecidmentos.

“A agradecer a alguém, teria de ser ao Sporting, não só pela confiança do mister Rúben Amorim, do presidente Frederico Varandas e de Hugo Viana. O Sporting foi um passo muito grande na minha carreira”, disse.

Os motivos que o levaram o aceitar o Sporting foram poucos mas fortes. Nuno Santos atribui ‘culpas’ a Rúben Amorim.

“Sem dúvida que Rúben Amorim marcou-me muitíssimo. Em quase tudo naquela que foi a minha evolução. Foi ele que, convém lembrar, me foi buscar para o Sporting aos 25 anos. E posso dizer também que foi muito por ele que acabei por aceitar o convite para jogar no Sporting”, contou ainda.

Ligado a FC Porto e Benfica no processo de formação, Nuno Santos confessa-se ‘sportinguista’ e feliz no clube de Alvalade.

“Sinto o Sporting desde que aqui cheguei. Gosto de estar aqui, de todas as pessoas com quem trabalho diariamente, sejam elas do refeitório, de todo o staff, enfim. Fui bem recebido desde o início e estou muito feliz aqui. Foi o melhor passo que dei na minha carreira. Nestas últimas três épocas temos feito coisas boas e só quero que os sportinguistas acreditem em nós, pois com este plantel de qualidade ainda podemos fazer algo muito bom”, afirmou.

A respeito da pouca empatia que recebe dos adversários, Nuno Santos contou como não gosta de perder, nem sequer perante os colegas de equipa.

“Acho que sou um bocado resmungão, mas sempre no bom sentido, gosto de puxar o grupo para cima, muitas vezes dou duras aos miúdos, mas como forma de aprendizagem. Sou muito competitivo e é isso que faz com que muitos deles gostem de mim. Não gosto de perder em nada e eles picam-me muitas vezes no treino, em torneios, em exercícios de finalização. E gosto de ser assim. Porque não consigo perder e todos os grupos por onde passei diziam isso. Sou assim desde que comecei a jogar”, contou, prosseguindo.

“Espero que quem me deteste sejam os adeptos dos clubes adversários. O que é bom sinal. E que quem goste de mim seja do Sporting. Nunca me importo que os adeptos do clube adversário, contra quem vou jogar, não gostem de mim. Sinto que é bom sinal. Sou uma pessoa tranquila, mas dentro do campo não, pois vivo muito o futebol. É a minha maneira de ser e não gosto de perder em nada. É por isso que muitas vezes os adeptos adversários não gostam de mim”, disse.

No último verão, Nuno Santos foi associado ao Torino. Hoje, fala sobre terminar a carreira em Alvalade.

“Vejo-me no Sporting, quem sabe…. Não me importava de acabar a carreira no Sporting. Gosto muito de estar aqui. Se for esse o interesse do clube nessa altura, quem sabe. Um jogador tem de ser sempre ambicioso, mas estou feliz aqui. Claro que tenho sonhos como qualquer outro jogador, mas sinto-me feliz e concretizado no Sporting”, afirmou.

Em relação ao Mundial’2022, Nuno Santos ainda acreditou que poderia entrar na convocatória de Portugal.

“Obviamente que sonhava estar lá. Quando saiu a lista dos 55, pensei que poderia ser um dos convocados como qualquer um dos outros que também lá estava. Como já disse, sou um jogador muito ambicioso, nunca perdi essa esperança e acreditava que seria um dos escolhidos”, afirmou, comentando em seguida a ausência de jogadores do Sporting na lista.

“Não sentimos nada. Foram escolhas que tiveram de ser feitas naquela altura. O selecionador escolheu assim e tivemos de encaixar isso de forma natural e continuar a trabalhar de forma afincada para novas oportunidades”, concluiu.

About Sabatian

Sebastian Augusto é editor-chefe do Today News Sport, desde 2020, responsável pela curadoria de conteúdos para Portugal e Brasil. É especialista em no futebol da liga portuguesa. Realizou curso de SEO content e holístico com o jornalista brasileiro Igor Juan, correspondente do Metrópoles em Brasília e CEO do Jornal Correio do Interior.

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